domingo, 23 de janeiro de 2011

Lao-Tsé, Primeiro Ambientalista

Tao Te Jing (Lau-Tsu)

..."Pode-se falar sobre o TAO, mas não sobre o TAO ETERNO.
Nomes podem ser dados, mas não o NOME ETERNO.
Como origem de Céu-e Terra, sem nome e sem forma.
Como a "MÃE" de todas as coisas é nominável, porém indescritível...
...O Sábio gerencia seus afazeres sem esperar publicidade,
E espalha seus ensinamentos sem muito alarde e conversa.
Ele nega nada sobre as miríades de acontecimentos.
Ele as constrói mas não as reivindica.
Ele faz seu trabalho mas não procura crédito.
Ele cumpre seu objetivo, mas não se orgulho ou se exulta...
...Porque o Sábio é professor por excelência.
Por não exaltar o telentoso, ele cessa a inveja.
Por não valorizar objetos difíceis de conseguir, ele cessa o roubo.
Por não exultar os desejos materiais, ele causa quietude no coração das pessoas."

Lao-Tsé foi bibliotecário do governo por 30 anos. Ele pode analisar os documentos secretos do Estado e ver todos os detalhes de corrupção e do uso errado do poder. Ele concluiu que o Estado mesmo governado sob princípios do Confucionismo, o governo não era transparente e não era justo para com a maioria do povo. Somente os ricos tinham direito ao "deleite". Ele pediu demissão e foi em busca de observações, tais como: ver campos e florestas, rios e mares, pântanos e desertos, experienciar as mudanças das estações, observar os padrões do tempo, observar fauna e flora, para então formular a Filosofia Universal onde o homem pudesse viver em harmonia com a natureza.

O tema requintado deste clássico é sobre como o homem deve viver em harmonia com a natureza e em paz com seus vizinhos. Essencialmente um livro filosófico-ambientalista. Com certeza Lao-Tsé foi o primeiro ambientalista do mundo a salientar a importância da preservação da natureza.

Atualmente, como a poluição afeta todas as área em nosso planeta, o Confucionismo se torma ainda mais importante. Com guerras, terrorismo e caos social se espalhando ao redor, o estudo do Confucionismo seja a única chance da humanidade de se preservar e de preservar o meio-ambiente. As verdades que Lao-Tsé enunciou são verdadeiras tanto hoje quanto a mais de 2.000 anos atrás.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Hoje é dia de Reis (06 de Janeiro - dia do Astrólogo)

(Inspirado no texto de Patrícia Valente cedido por minha querida Carla Marangolo, ambas astrólogas)

Os Reis Magos eram citados na Bíblia como "homens que estudavam as estrelas" (Mateus 2:1).
  • Gaspar: significa "Aquele que vai inspecionar"
  • Melquior: significa "O Rei é minha luz"
  • Baltazar: significa "Deus manisfesta o Rei"

A palavra MAGO deriva do latim magus e do grego mágos, e significa sábio e sacerdote da Pérsia. Os magos faziam parte de uma casta sacerdotal (Zoroastra/Zarathustra), conhecedora de todas as ciências, inclusive as ocultas.

A estrela de Belém foi um evento astrológico (conjunção Júpiter e Saturno em Peixes) de grande significado que somente os sábios (magos) poderiam conhecer. Estrelas em movimento pressagiam nascimento de deuses, tais como o nascimento de Jesus, de Buda e de Agni. Os Reis Magos conheciam bem o significado da Estrela de Belém (brilho de dois planetas), foi por isso que presentearam o Rei com:

Olíbano (Frankincense): Jesus, Ser Divino; Mirra: Pureza espiritual e mortificação da carne (sacerdócio); e Ouro: "Rex Regum et Dominus Dominantium "(Jesus, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores).

Na catedral de Colónia (Alemanha) existem três caixões revestidos de ouro no altar-mor, que são atribuidos aos restos mortais dos Reis Magos.

No Brasil hoje é dia de "Santo Rei" e do Astrólogo. Sendo o astrólogos mago, deixo aqui meus parabéns pelo seu dia de "Santo Rei".

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Licença

Licença Creative Commons
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Inveja


Juniperus communis
Semente de Junípero
Protetor contra a inveja
A inveja ocupa um lugar nada invejável entre as emoções. Provoca sofrimento, vergonha e desconforto e, em geral, temor em que se percebe como seu alvo. De intensidade excessiva e virulência destrutiva, associa-se a carências que ninguém gosta de demonstrar. A palavra "inveja" se origina do latim invidia, proveniente do verbo invideo, que significa olhar algo de modo malévolo, lançar mal olhado.

A Bíblia está repleta de referências sobre essa emoção tão pejorativa, chamando a atenção para seus aspectos negativos, perigosos e avassaladores. A inveja está entre os "sete pecados capitais", e isso não é pouca coisa; assim se destaca sua tonalidade negativa e moralmente desprestigiada, tendo em vista os valores da doutrina cristã. Com a importância que lhe cabe em nossa vida emocional, a inveja faz parte do patrimônio de reflexão de filósofos e teólogos da cultura ocidental e tem sido objeto de interesse da literatura desde suas origens. Existem várias referências clássicas e atuais no exame dessa emoção, como a de Ovídio em Metamorfoses:
"A inveja habita no fundo de um vale onde jamais se vê o sol. Nenhum vento o atravessa; ali reinam a tristeza e o frio, jamais se acende o fogo, há sempre trevas espessas... A palidez cobre seu rosto, seu corpo é descarnado, o olhar não se fixa em parte alguma. Tem os dentes manchados de tártaro, o ventre esverdeado pela bile, a língua úmida de veneno. Ela ignora o sorriso, salvo aquele que é excitado pela visão da dor... Assiste com despeito ao sucesso dos homens e esse espetáculo a corrói; ao dilacerar os outros, ela se dilacera a si mesma, e este é seu suplício."
Podemos achar evidências dos aspectos amedrontadores e corrosivos da inveja em diversos autores: Dante Alighieri em a Divina Comédia; William Shakespeare em Otelo; Santo Agostinho em Confissões; Espinoza em Ética; Fábio Hermann, Nietzche, Freud e tantos outros.

Deve-se atentar que "os sete pecados capitais" eram antes considerados problemas de saúde pelos antigos gregos, e transformados em pecados pelo cristianismo no intuito de proteger e educar seus seguidores, ou melhor, controlar o ser humano.

O jornalista Zuenir Ventura em seu livro Mal Secreto-Inveja escreve: "é um sentimento inconfessável e tão incidioso que faz com que os outros seis pecados capitais pareçam até 'invejáveis'. Pode-se controlar a cobiça e acalmar a ira. Seria possível sublimar a luxúria e saciar a gula; orgulho não chega a ser mortal e a preguiça não é um estado irreversível. Mas a inveja não, ela é inesgotável, um eterno descontentamento consigo mesmo".

A inveja é a tristeza pelo bem alheio ou a alegria pelo mal do outro. É gerada pelo egocentrismo e pela ganância. É uma vontade frustrada de ser melhor que todos, é uma revolta angustiante por não ser o "maioral". Para pessoas que trazem em seu íntimo o sentimento da inveja sugiro óleos essenciais, como segue:
  • Hortelã pimenta: atua no ego, dissipando inferioridade e orgulho.
  • Greapfruit: refresca e acalma ciúme, inveja e ressentimentos.
  • Camomila Azul: acalma emoções inflamadas.
  • Rosa: aplaca ira reprimida, ressentimentos da inveja, frustrações, sentimentos amargos.
  • Cipreste: traz generosidade de espírito e estimula o desapego.

Como diz o ditado, "non creo en brujas, pero que las hay, las hay", e a prevenção é o melhor remédio, sempre. Contra a danada da inveja, do dito "olho gordo" usemos muito Óleo Essencial de Semente de Júnipero e de Rosa Otto. Ambos protetores, espiritual e psiquico, poderosíssimos. Com eles não há o que temer.

Alegria e paz



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Francis Bacon

"O conhecimento humano e o poder humano são um só, pois onde a causa não é conhecida, o efeito não pode ser produzido. A natureza, para se comandada, deve ser obedecida...A sutileza da natureza é muitas vezes maior do que a sutileza dos sentidos e da compreensão."

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mimosa - O Perdão, A Indulgência

Acacia Dealbata

Acácia dealbata nos dá o maravilhoso concreto chamado pelo nome comum de MIMOSA. Extraído por solvente das flores e brotos, é um óleo sólido, de cor castanho médio (ambar).
É composto de hidrocarbonos, aldeídos, ácidos e fenóis.
Antiséptico e adstringente, é maravilhoso para problemas de pele, principalmente os de fundo nervoso (irritações em geral). Limpa o sangue e fortalece o fígado. Bom também para desordens dos brônquios.
Eufórico e leve narcótico, trabalha as emoções com delicadeza, colocando um "travesseiro" entre você e os eventos. Acalma preocupações, ansiedade, medos, mágoas, tristeza, luto, desânimo, ressentimentos, arrependimentos, agressões, cansaço, estresse, vergonha. Ótimo para exaustão nervosa. Abre caminho para mudanças e para a cura. Motiva a seguir em frente, tomar novos rumos. Estimula criatividade e alegria, renova o senso de ser e estar. Ajuda a limpar velhas memórias que estão fragilizando as emoções. Instala uma sensação de calor e indulgencia.
Na Medicina Tradicional Chinesa:
Qualidade sutil: Yin e Yang
Elementos: Madeira, Terra (movimento para novo crescimento)
Meridianos/Órgãos energizados: Fígado, Baço, Estômago, Vesícula Biliar
Precauções: não há relatos de contra-indicações, mas pode causar irritações na pele de pessoas hiper-sensibilizadas emocionalmente.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sinergia de Natal

Olíbano, Mirra e Ouro

Vera O'Neil disse uma linda frase em seu blog (aromavera.blogspot.com) Excelência em Aromaterapia sobre os presentes dado a Jesus Cristo, que aqui retransmito:

"Olíbano (Frankincense) honrou Jesus como verdadeiro filho de Deus, ou seja, Divino.
Mirra honrou Jesus como Filho de Deus encarnado, como Ser Humano.
Ouro honrou Jesus como Rei, Aquele que veio para salvar a humanidade com sua Sabedoria Divina, a qual foi bem expressa através de sua Forma Humana."

Me inspirando nos dizeres de Vera, sugiro uma sinergia corporal para usar durante as festividades do Natal, como segue:

20ml de óleo carreador de semente de uva
2 gotas óleo essencial de olíbano
3 gotas óleo essencial de mirra
3 gotas de óleo essencial de mandarim ou laranja azeda
3 gotas de óleo essencial de cedro atlântica ou juniperberry

Que o natal seja recheado de muito amor e alegria.