domingo, 5 de fevereiro de 2012
Ismália (Alphonsus de Guimarães)
Química dos Óleos Essenciais
Família Química dos Óleos Essenciais e algumas de suas possíveis propriedades terapêuticas:
- Éster: anfotérico (equilibra/harmoniza) - pode ser energizante e estimulante ou calmante e sedativo, antiinflamatório, antiespasmódico, fungicida, efetivo com problemas de pele, vulnerário, seguro e gentil
- Aldeído Alifático: sedativo, calmante, antisséptico, pode irritar a pele, antiinflamatório, hipotensivo, refrescante, febrífugo (reduz temepratura), antivirótico, fungicida, relaxante, litolítico, pode ser hipotensivo
- Cetona: descongestionante, expectorante, sedativo, analgésico, anticoagulante, cicatrizantes (e reduz cicatriz), refrescante, mucolítico, fungicida, antiinflamatório, emenagogo, lipolítico, parasiticida, não use por tempo prolongado (neuro e hepatotóxica), litolítico, lipolítico, sedativo, pode ter efeito anticoagulante
- Sesquiterpene: harmonizante, bactericida, antiinflamatório, hypotensivo, calmante, analgésico leva, antiespasmódico, adstringente, antisséptico, fungicida, relaxa cãimbras, antiestamínico,
- Lactona e Cumarina: fotossensitivo, anticoagulante, hypotensivo, descongestionante, calmante, sedativo, febrífugo, sudorífico, mucolítico, harmoniza e fortalece os ânimos.
- Óxido: mucolítico (estimula principalmente as secreções do pâncreas), descongestionante do sistema respiratório (expectorante), pode irritar a pele, anticoagulante, estimulante, diurético. Neuro e hepato tóxico. Pode irritar a mucosas internas quando inalado.
- Ácido: bastante raro em estado livre, normalmente ocorre em pequenas quantidades, antiinflamatório, desodorante, calmante
- Aldeído Aromático: propriedades similares aos aldeídos alifáticos, mas geralmente são mais estimulantes e aquecedor
- Monoterpene: antisséptico, bactericida, antivirótico, expectorante, ótimo para a pele (porém pode ser agressivo às mucosas), harmonizante, analgésico fraco, ótimo para o fígado e bilis, estimulante, antiinflamatório, parasiticida, seco e adstringente, mucolítico, antitóxico (limpa toxinas principalmente do fígado e rins).
- Álcool: estimulante, imunoestimulante, germicida, forte bactericida, antivirótico, descongestionante, fungicida, antisséptico, diurético, tônico, fortalece e balança os ânimos, tal como hormônio. Sesquiterpenol pode ser calmante, antiinflamatório e hipotensivo; Monoterpenol pode ser analg´sico, sedativo, antiespasmódico
- Fenol e Éter Fenólico: forte antisséptico, bactericida, antiinfeccioso, imunoestimulante, irritante da pele, imunoestimulante, analgésico, antiespasmódico, sedativo, estimulante, tal como hormônio, aumenta a temperatura (rubefasciente), hipertensivo, antiinflamatório, antivirótico, tóxico ( SNC, fígado e rins)
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Escutar
“Escutar em diálogo é escutar mais os significados que as palavras. Na escuta verdadeira, nós alcançamos além das palavras, vemos através delas para encontrar a pessoa que está sendo revelada. Escutar é procurar o tesouro escondido no verdadeiro eu da pessoa a ser revelado verbal e não - verbalmente. Existe um problema semântico, claro, palavras carregam diferentes conotações para você e para mim. Consequentemente, eu nunca poderei dizer a você o que você disse, mas somente o que eu escutei. Eu terei que repensar o que você disse, checar com você para assegurar que o que saiu de seu coração e mente chegou intacto na minha mente e coração sem distorções.”
ESCUTAR É MAIS QUE SOMENTE OUVIR
Parece ser rara e difícil, e o quanto isso depende da pessoa que nos escuta!
Há aqueles que derrubam as barreiras e fazem seu caminho suavemente, há aqueles que forçam as portas e adentram nosso território como invasores.
Há aqueles que nos entrincheiram nos fechando dentro de nós mesmos, constroem diques e levantam muros à nossa volta.
Há aqueles que nos colocam fora de sintonia e somente escutam nossas notas desafinadas e falsas.
Há aqueles para os quais permanecemos sempre um estranho, falando uma língua desconhecida.
E quando é nossa vez de escutar, qual deles somos nós...?
A Prática do Atendimento
Atender é dar sua atenção física para a outra pessoa. Atender é comunicação não verbal que indica que você está prestando atenção cuidadosa ao que o outro está relatando.
Postura de Envolvimento: cada região do corpo pode ser orientada de certa maneira que convide, facilite e assegure que o campo está seguro para a fala do outro (em outras palavras, mostrar que você é todo “ouvidos”).
- Inclinar o corpo na direção da pessoa que fala;
- Encarar o outro com eqüidade e honestidade;
- Estar no nível olho a olho com o cliente;
- Manter uma posição aberta e receptiva;
- Se posicionar a uma correta distancia do cliente.
Movimento apropriado do corpo: evite movimentos e gestos que distraiam a atenção do cliente. Bons escutadores movem seus corpos em resposta à fala do cliente.
Contato direto com os olhos (olho no olho): expressa interesse e desejo de escutar. Contato olho a olho permite ao cliente apreciar sua receptividade em relação à mensagem que ele quer transmitir. Ajuda o cliente a entender o quão seguro é falar com você. Olhando olhos nos olhos é possível, através das expressões nos olhos, “escutar” realmente o que o cliente quer dizer.
Ambiente sem distrações: mantenha o ambiente com o mínimo possível de objetos. Elimine toda e qualquer barreira física (mesas, por exemplo), o espaço entre você e o cliente deve estar vazio, sem interferências.
OUTRAS QUALIDADES A SEREM OBSERVADAS
"O bom escutador é capaz de falar quando é apropriado, ficar em silêncio quando esta é a resposta que cabe, e sentir confortável nas duas atividades." (Brigitta Dunki).
Um dos pontos cruciais para o bom escutador é estar fora do caminho do cliente para que o mesmo exponha seu próprio ponto de vista sobre a questão que o trouxe até você, e então você poderá descobrir como ele analisa a situação em que se encontra.
“Abrir a porta”: é uma maneira suave de convidar o cliente a falar.
• Uma descrição das expressões corporais ou faciais do cliente – uma reflexão do que você vê – “Você está parecendo preocupado hoje” ou “Eu sinto que você está bastante cansado, você deve ter tido um dia daqueles”;
• Um convite para conversar ou continuar conversando – “Gostaria de falar sobre isso?” ou “Por favor, continue.” ou “estou interessado no que está falando.”;
• Silencio – dando tempo para a pessoa decidir o que falar ou sobre o que ela quer realmente falar;
• Atenção – contato olho no olho e postura de envolvimento que demonstre seu interesse e respeito para com o cliente.
Encorajamentos mínimos: para que o cliente continue falando.
• Respostas simples que ajude o cliente a falar sua história de sua maneira, sempre mantendo o cliente ativo no processo. Encorajamento mínimo não significa concordar ou discordar com o que é falado, mas o terapeuta deixa o cliente saber que ele está sendo realmente escutado e que o escutador este realmente escutando o que é falado e tentando entender o que está sendo dito. Se o cliente decidir continuar, palavras como: “diga-ma mais” ou “realmente?” ou “me de um exemplo.” ou “então?” ou “eu vejo” ou “continue”, etc.
Questionar:
• Questões devem focar na intenção, perspectivas e preocupações do cliente. As questões devem ser abertas, dar espaço para o cliente explorar seus próprios pensamentos sobre o assunto.
Silêncio atentivo: silêncio permite ao cliente pensar, sentir e expressar melhor (‘o começo da sabedoria é o silêncio’).
• O silêncio permite ao cliente se aprofundar em seus pensamentos e, consequentemente, nele mesmo. Assim o cliente tem espaço para entender e expressar os sentimentos que estão “rondando” sua mente. Permite, também, que o cliente proceda no seu próprio tempo.
ESCUTA REFLEXIVA
- Respostas reflexivas proporcionam um espelho ao cliente que está falando.
Na resposta reflexiva, o escutador relata os sentimentos e/ou conteúdo do que o cliente comunicou e faz isso de uma maneira que demonstre entendimento e aceitação incondicional.
• O escutador precisa se tornar um espelho, e não um “expert”;
• Não dê conselhos!!!!;
• Fazer um “feedback “ sobre o que escutou (sentimentos, situação, pensamentos) do cliente;
• Pode dar uma nova perspectiva, leitura para o cliente sobre eles mesmos.
• Motivar o cliente a resolver seus próprios problemas
- Parafrasear é uma resposta concisa para o cliente, fixando na essência do que escutou, nas próprias palavras do escutador.
• É conciso;
• Reflete somente o ponto central da mensagem emitida pelo cliente;
• Foco no conteúdo;
• È exposto nas palavras do terapeuta;
• Quando a paráfrase é correta, o cliente quase sempre diz “sim” ou “correto” ou “exatamente” Se a paráfrase estiver incorreta, o cliente irá, normalmente, corrigir.
- Sentimentos reflexivos envolve espelhar de volta ao cliente as emoções que ele está comunicando.
• Observe os movimentos do corpo para pistas sobre as emoções do cliente;
• O escutador frequentemente perde muito da dimensão emocional da conversação quando está focando somente no conteúdo;
• Quando escutar não encoraja a abertura dos sentimentos do cliente, o terapeuta tende a perder a reação pessoal do mesmo no evento que o próprio terapeuta está descrevendo sobre a vida do cliente.
Se o cliente está falando sobre um problema, uma reflexão dos sentimentos ajuda ele a entender melhor suas emoções e assim mover para a solução do problema.
SENTIMENTO é a energia que ajuda a ver melhor os dados, organiza-los, e usar isso efetivamente enquanto se dá relevantes passos para a ação.
• Focar nas palavras que carreguem sentimentos;
• Ver a mensagem geral da mensagem
• Observar expressões corporais;
• Pergunte a você mesmo: se fosse eu, o que estaria eu sentindo?
• Refletir de volta os sentimentos do cliente.
Sugestão de fórmula: “Você sente (colocar a palavra que exprima o sentimento) porque (inserir o evento, o problema que está associado com o sentimento)...”
Comunicação Terapêutica
No processo de comunicação o cliente traz para a consulta:
• Valores: conceitos e pré-conceitos que representam a maneira que a pessoa tenta sobreviver e viver uma “boa” vida (obrigações e deveres para com ele e para com os outros);
• Habilidade de conversar: som da voz, palavras usadas;
• Entre outras tantas coisas que se pode observar: postura, sexo, energia, idade, etc. Importante é perceber os mínimos detalhes com descrição e delicadeza, sempre.
1. Julgamento:
• Criticar – fazer uma avaliação negativa sobre as reclamações, ações e atitudes tomadas pelo cliente (ex: “você é responsável pelo que você atrai em sua vida”);
• Diagnosticar: analisar o porquê a pessoa está se comportando daquela maneira (ex: isso é uma auto-punição porque você não consegue aceitar o fato de que...”);
• Nomear: estereotipar, ou mesmo diminuir, a pessoa (ex: “você está se portando feito louca”, ou “ isto é uma postura tipicamente feminina/masculina”).
2. Emitir soluções:
• Ordenar – enviar uma solução forçosamente (pode causar resistência e ressentimento). Isto implica que o julgamento do cliente é irrelevante (“você não respondeu o questionário de auto-conhecimento que lhe pedi, faça isto já”);
• Amedrontar – solução enviada com ênfase em punição (“já lhe disse, se não fizer isso não chegará ao esperado”);
• Moralizar – os “deveres” e “obrigações”, falar de idéias com força de autoridade social, moral ou teológica (“você deve pedir desculpas, pois o erro foi seu” ou “antes de se divorciar, pense nas crianças”);
• Excessivo ou inapropriado questionamento – questões fechadas, que se responde com poucas palavras ou um simples “sim” ou “não”. (“você sabia que isso iria acontecer, foi lá porque quis, não é mesmo? Você não está arrependido agora?”);
• Aconselhar – Dar ao outro a solução para o problema dele/a, isto pode parecer como um insulto à inteligência do cliente. (“Se eu fosse você, eu...” ou “Isso é fácil, primeiro você...”).
3. Não levar em consideração o interesse do cliente:
• Divergir – mudar a conversação para o tópico que você acha importante (“Você acha que o que aconteceu com você foi horrível, olhe para trás e veja como existem pessoas em piores situações que você” ou “Você operou a apêndice, isso não é nada, vou te contar a história de minha avó...”);
• Argumento Lógico – focar no fato e evitar os sentimentos envolvidos (“Olhe os fatos, você sabia que isso não funcionaria”);
• Enfatizar – geralmente usado por aqueles que imaginam estar sendo “bonzinhos”, mas não querem participar da carga emocional que isso demanda (“Não se preocupe, vai tudo acabar bem no final”).
Dr Edward Bach

Entre todos os tipos de remédios que serão usados estarão aqueles obtidos das mais belas flores e ervas que podem ser encontradas na farmácia da natureza, que foram divinamente enriquecidas com poderes de cura para o corpo e a mente do homem.
Para receber e transmitir essa prática divina, devemos praticar paz, harmonia, individualidade e firmeza de propósito...” (Dr Edward Bach, 1931)