Atender é dar sua atenção física para a outra pessoa. Atender é comunicação não verbal que indica que você está prestando atenção cuidadosa ao que o outro está relatando.
Postura de Envolvimento: cada região do corpo pode ser orientada de certa maneira que convide, facilite e assegure que o campo está seguro para a fala do outro (em outras palavras, mostrar que você é todo “ouvidos”).
- Inclinar o corpo na direção da pessoa que fala;
- Encarar o outro com eqüidade e honestidade;
- Estar no nível olho a olho com o cliente;
- Manter uma posição aberta e receptiva;
- Se posicionar a uma correta distancia do cliente.
Movimento apropriado do corpo: evite movimentos e gestos que distraiam a atenção do cliente. Bons escutadores movem seus corpos em resposta à fala do cliente.
Contato direto com os olhos (olho no olho): expressa interesse e desejo de escutar. Contato olho a olho permite ao cliente apreciar sua receptividade em relação à mensagem que ele quer transmitir. Ajuda o cliente a entender o quão seguro é falar com você. Olhando olhos nos olhos é possível, através das expressões nos olhos, “escutar” realmente o que o cliente quer dizer.
Ambiente sem distrações: mantenha o ambiente com o mínimo possível de objetos. Elimine toda e qualquer barreira física (mesas, por exemplo), o espaço entre você e o cliente deve estar vazio, sem interferências.
OUTRAS QUALIDADES A SEREM OBSERVADAS
"O bom escutador é capaz de falar quando é apropriado, ficar em silêncio quando esta é a resposta que cabe, e sentir confortável nas duas atividades." (Brigitta Dunki).
Um dos pontos cruciais para o bom escutador é estar fora do caminho do cliente para que o mesmo exponha seu próprio ponto de vista sobre a questão que o trouxe até você, e então você poderá descobrir como ele analisa a situação em que se encontra.
“Abrir a porta”: é uma maneira suave de convidar o cliente a falar.
• Uma descrição das expressões corporais ou faciais do cliente – uma reflexão do que você vê – “Você está parecendo preocupado hoje” ou “Eu sinto que você está bastante cansado, você deve ter tido um dia daqueles”;
• Um convite para conversar ou continuar conversando – “Gostaria de falar sobre isso?” ou “Por favor, continue.” ou “estou interessado no que está falando.”;
• Silencio – dando tempo para a pessoa decidir o que falar ou sobre o que ela quer realmente falar;
• Atenção – contato olho no olho e postura de envolvimento que demonstre seu interesse e respeito para com o cliente.
Encorajamentos mínimos: para que o cliente continue falando.
• Respostas simples que ajude o cliente a falar sua história de sua maneira, sempre mantendo o cliente ativo no processo. Encorajamento mínimo não significa concordar ou discordar com o que é falado, mas o terapeuta deixa o cliente saber que ele está sendo realmente escutado e que o escutador este realmente escutando o que é falado e tentando entender o que está sendo dito. Se o cliente decidir continuar, palavras como: “diga-ma mais” ou “realmente?” ou “me de um exemplo.” ou “então?” ou “eu vejo” ou “continue”, etc.
Questionar:
• Questões devem focar na intenção, perspectivas e preocupações do cliente. As questões devem ser abertas, dar espaço para o cliente explorar seus próprios pensamentos sobre o assunto.
Silêncio atentivo: silêncio permite ao cliente pensar, sentir e expressar melhor (‘o começo da sabedoria é o silêncio’).
• O silêncio permite ao cliente se aprofundar em seus pensamentos e, consequentemente, nele mesmo. Assim o cliente tem espaço para entender e expressar os sentimentos que estão “rondando” sua mente. Permite, também, que o cliente proceda no seu próprio tempo.
ESCUTA REFLEXIVA
- Respostas reflexivas proporcionam um espelho ao cliente que está falando.
Na resposta reflexiva, o escutador relata os sentimentos e/ou conteúdo do que o cliente comunicou e faz isso de uma maneira que demonstre entendimento e aceitação incondicional.
• O escutador precisa se tornar um espelho, e não um “expert”;
• Não dê conselhos!!!!;
• Fazer um “feedback “ sobre o que escutou (sentimentos, situação, pensamentos) do cliente;
• Pode dar uma nova perspectiva, leitura para o cliente sobre eles mesmos.
• Motivar o cliente a resolver seus próprios problemas
- Parafrasear é uma resposta concisa para o cliente, fixando na essência do que escutou, nas próprias palavras do escutador.
• É conciso;
• Reflete somente o ponto central da mensagem emitida pelo cliente;
• Foco no conteúdo;
• È exposto nas palavras do terapeuta;
• Quando a paráfrase é correta, o cliente quase sempre diz “sim” ou “correto” ou “exatamente” Se a paráfrase estiver incorreta, o cliente irá, normalmente, corrigir.
- Sentimentos reflexivos envolve espelhar de volta ao cliente as emoções que ele está comunicando.
• Observe os movimentos do corpo para pistas sobre as emoções do cliente;
• O escutador frequentemente perde muito da dimensão emocional da conversação quando está focando somente no conteúdo;
• Quando escutar não encoraja a abertura dos sentimentos do cliente, o terapeuta tende a perder a reação pessoal do mesmo no evento que o próprio terapeuta está descrevendo sobre a vida do cliente.
Se o cliente está falando sobre um problema, uma reflexão dos sentimentos ajuda ele a entender melhor suas emoções e assim mover para a solução do problema.
SENTIMENTO é a energia que ajuda a ver melhor os dados, organiza-los, e usar isso efetivamente enquanto se dá relevantes passos para a ação.
• Focar nas palavras que carreguem sentimentos;
• Ver a mensagem geral da mensagem
• Observar expressões corporais;
• Pergunte a você mesmo: se fosse eu, o que estaria eu sentindo?
• Refletir de volta os sentimentos do cliente.
Sugestão de fórmula: “Você sente (colocar a palavra que exprima o sentimento) porque (inserir o evento, o problema que está associado com o sentimento)...”
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
A Prática do Atendimento
“Escutar em diálogo é escutar mais os significados que as palavras. Na escuta verdadeira, nós alcançamos além das palavras, vemos através delas para encontrar a pessoa que está sendo revelada. Escutar é procurar o tesouro escondido no verdadeiro eu da pessoa a ser revelado verbal e não - verbalmente. Existe um problema semântico, claro, palavras carregam diferentes conotações para você e para mim. Consequentemente, eu nunca poderei dizer a você o que você disse, mas somente o que eu escutei. Eu terei que repensar o que você disse, checar com você para assegurar que o que saiu de seu coração e mente chegou intacto na minha mente e coração sem distorções.” (John Powell, teólogo)
Comunicação Terapêutica
Comunicação é uma parte importante da consulta. Existe a inclinação de pensar que comunicação é um processo verbal, mas entre 65% a 93% de nossa comunicação é não-verbal.
No processo de comunicação o cliente traz para a consulta:
• Corpo: que se move, tem forma, contorno, postura (aberta ou fechada – tensa ou relaxada), vestimentas (personalidade), gestos, expressões faciais, olhos, pele, cabelo, unhas, etc.;
• Valores: conceitos e pré-conceitos que representam a maneira que a pessoa tenta sobreviver e viver uma “boa” vida (obrigações e deveres para com ele e para com os outros);
• Valores: conceitos e pré-conceitos que representam a maneira que a pessoa tenta sobreviver e viver uma “boa” vida (obrigações e deveres para com ele e para com os outros);
• Expectativas: sobre o tratamento, do passado, do presente e do futuro;
• Habilidade de conversar: som da voz, palavras usadas;
• Entre outras tantas coisas que se pode observar: postura, sexo, energia, idade, etc. Importante é perceber os mínimos detalhes com descrição e delicadeza, sempre.
• Habilidade de conversar: som da voz, palavras usadas;
• Entre outras tantas coisas que se pode observar: postura, sexo, energia, idade, etc. Importante é perceber os mínimos detalhes com descrição e delicadeza, sempre.
Barreiras da Comunicação
1. Julgamento:
1. Julgamento:
• Criticar – fazer uma avaliação negativa sobre as reclamações, ações e atitudes tomadas pelo cliente (ex: “você é responsável pelo que você atrai em sua vida”);
• Diagnosticar: analisar o porquê a pessoa está se comportando daquela maneira (ex: isso é uma auto-punição porque você não consegue aceitar o fato de que...”);
• Nomear: estereotipar, ou mesmo diminuir, a pessoa (ex: “você está se portando feito louca”, ou “ isto é uma postura tipicamente feminina/masculina”).
2. Emitir soluções:
• Ordenar – enviar uma solução forçosamente (pode causar resistência e ressentimento). Isto implica que o julgamento do cliente é irrelevante (“você não respondeu o questionário de auto-conhecimento que lhe pedi, faça isto já”);
• Amedrontar – solução enviada com ênfase em punição (“já lhe disse, se não fizer isso não chegará ao esperado”);
• Moralizar – os “deveres” e “obrigações”, falar de idéias com força de autoridade social, moral ou teológica (“você deve pedir desculpas, pois o erro foi seu” ou “antes de se divorciar, pense nas crianças”);
• Excessivo ou inapropriado questionamento – questões fechadas, que se responde com poucas palavras ou um simples “sim” ou “não”. (“você sabia que isso iria acontecer, foi lá porque quis, não é mesmo? Você não está arrependido agora?”);
• Aconselhar – Dar ao outro a solução para o problema dele/a, isto pode parecer como um insulto à inteligência do cliente. (“Se eu fosse você, eu...” ou “Isso é fácil, primeiro você...”).
3. Não levar em consideração o interesse do cliente:
• Divergir – mudar a conversação para o tópico que você acha importante (“Você acha que o que aconteceu com você foi horrível, olhe para trás e veja como existem pessoas em piores situações que você” ou “Você operou a apêndice, isso não é nada, vou te contar a história de minha avó...”);
• Argumento Lógico – focar no fato e evitar os sentimentos envolvidos (“Olhe os fatos, você sabia que isso não funcionaria”);
• Enfatizar – geralmente usado por aqueles que imaginam estar sendo “bonzinhos”, mas não querem participar da carga emocional que isso demanda (“Não se preocupe, vai tudo acabar bem no final”).
Dr Edward Bach

“...As escolas médicas do futuro não mais se interessarão particularmente nos resultados ou produtos da doença, ou não mais prestarão atenção nas atuais lesões físicas, ou administrarão drogas e químicos meramente para um efeito paliativo dos sintomas. Buscarão, sim, a verdadeira causa da doença e saberão que os resultados físicos são meramente secundários. Eles concentrarão seus esforços em trazer harmonia entre corpo, mente e espírito que resultará na cura da doença. Quanto mais cedo fizer essa correção na harmonização, mais rápido o quadro se reverterá, e a saúde será restaurada.
Entre todos os tipos de remédios que serão usados estarão aqueles obtidos das mais belas flores e ervas que podem ser encontradas na farmácia da natureza, que foram divinamente enriquecidas com poderes de cura para o corpo e a mente do homem.
Para receber e transmitir essa prática divina, devemos praticar paz, harmonia, individualidade e firmeza de propósito...” (Dr Edward Bach, 1931)
Entre todos os tipos de remédios que serão usados estarão aqueles obtidos das mais belas flores e ervas que podem ser encontradas na farmácia da natureza, que foram divinamente enriquecidas com poderes de cura para o corpo e a mente do homem.
Para receber e transmitir essa prática divina, devemos praticar paz, harmonia, individualidade e firmeza de propósito...” (Dr Edward Bach, 1931)
O Terapeuta

Para que o terapeuta atinja seu objetivo de ajudar o outro, ele tem que primeiramente estar desperto para seu próprio ser, deve ter auto-estima elevada e se respeitar acima de tudo. Desenvolver esse tipo de sabedoria interna é um estudo de uma vida. Tem que estar conectado com o divino (como quer que o conceba) e meditação é fundamental.
Tem que se perceber em todos os sentidos (físico, moral, espiritual, etc.) para crescer e nutrir sua auto-estima, e buscar sempre o aperfeiçoamento enquanto pessoa, isto requer muita paciência e disciplina. Precisa lidar com seus limites, seus problemas e pré-conceitos de uma maneira honesta, só assim manterá sua integridade. Quando se relaciona harmoniosamente consigo mesmo você leva essa harmonia para a relação com o outro, podendo assim atingir realmente seu objetivo de cura. Somente estando sintonizado com seu próprio ser é possível fazer uma comunicação real, amorosa e criativa consigo mesmo e com o outro.
Um dos grandes desafios do terapeuta é desenvolver, em seus clientes, o amor-próprio. Somente assim a cura será duradoura. E, para tal, o terapeuta deve ser capaz de “tirar os próprios sapatos e vestir os sapatos do cliente”.
“Informação se torna conhecimento somente se existir relevância para experiência. Conhecimento se torna compreensão quando está conectado com sentimentos. Somente uma profunda compreensão, carregada de fortes e sinceros sentimentos, é capaz de modificar padrões de estrutura de comportamento.” (Brigitta Dunki)
Tem que se perceber em todos os sentidos (físico, moral, espiritual, etc.) para crescer e nutrir sua auto-estima, e buscar sempre o aperfeiçoamento enquanto pessoa, isto requer muita paciência e disciplina. Precisa lidar com seus limites, seus problemas e pré-conceitos de uma maneira honesta, só assim manterá sua integridade. Quando se relaciona harmoniosamente consigo mesmo você leva essa harmonia para a relação com o outro, podendo assim atingir realmente seu objetivo de cura. Somente estando sintonizado com seu próprio ser é possível fazer uma comunicação real, amorosa e criativa consigo mesmo e com o outro.
Um dos grandes desafios do terapeuta é desenvolver, em seus clientes, o amor-próprio. Somente assim a cura será duradoura. E, para tal, o terapeuta deve ser capaz de “tirar os próprios sapatos e vestir os sapatos do cliente”.
“Informação se torna conhecimento somente se existir relevância para experiência. Conhecimento se torna compreensão quando está conectado com sentimentos. Somente uma profunda compreensão, carregada de fortes e sinceros sentimentos, é capaz de modificar padrões de estrutura de comportamento.” (Brigitta Dunki)
domingo, 28 de agosto de 2011
Holismo - pequena história
Holismo (do grego holos – todo) entende o ser humano de forma integral, não há separação entre corpo, alma e espírito. Entende que a doença acontece por fatores psicossomáticos, seja o sintoma físico, mental, emocional, espiritual, comportamental, etc.
A palavra Holismo foi criada por Jan Smuts (1926): “a tendência da natureza a formar, através da evolução criativa, ‘todos’ que são maiores que a soma de suas partes”. É também chamado não-reducionismo, e pode ser visto como oposto ao atomismo e ao materialismo.
Questões psicossomáticas vinculadas ao cérebro já são mencionadas no papiro de Hebbers, no papiro de Edwin Smith (considerado o mais velho tratado médico do mundo). Passando pelos gregos, romanos e os principais médicos renascentistas, observações clínicas sobre a relação do cérebro com as disfunções físicas tornaram-se muito freqüentes. Protágoras (500 aC) lança o primeiro grito humanista, afirmando que “o homem é a medida de todas as coisas”. Tementes a Deus, mas não dependentes da religião, os gregos mergulharam nas especulações cosmológicas, nas concepções sobre a physis, até esbarrarem na pessoa do homem, seu corpo e alma, como intermediários entre os mundos externo e interno do indivíduo, e na necessidade de conhecer a si mesmo. Aí tem expoentes como Tales, Demócrito, Pitágoras, Platão, Sócrates, Aristóteles, etc.
Apesar do importante período greco-romano, a queda do império, as “invasões bárbaras”, as epidemias que assolavam a Europa geraram o colapso das instituições, a degradação social, a violência, a insegurança e o medo. Assim existiu uma volta ao misticismo e o aparecimento do poder da Igreja e a Idade Média. O humanismo é submergido nas trevas pela escolástica, perdeu-se o contato com os tratados “científicos” dos gregos, já que a classe rica romana era bilíngüe (romano-grego) e o império estava desmoronando, sobrando assim somente formas corrompidas destes tratados traduzidos para o latim. Nesta escuridão brilham algumas luzes humanistas: São Thomas de Aquino, Sto. Agostinho, Razes, Avicena, cada qual a seu tempo, iluminou as trevas daquela época.
Já perto do Renascimento, Paracelso, Agripa e Vives prenunciavam o emergir do humanismo em uma Europa pré-capitalista e cercada de contradições, revoltas, disputas de poder (Igreja/monarcas). Esta época da história se move pelas contradições entre misticismo, cientificismo e humanismo. A transição entre a Idade Média e o Renascimento foi talvez o período histórico onde estas três instâncias mais se contrapuseram. A reação da Igreja com a Inquisição atrapalhou, mas não impediu que a ciência se apartasse da fé. Aqui tem expoentes como Descartes, Newton, Hobbes, Galileu, os poetas, filósofos e artistas como Dante, Sheakespeare, Erasmo, Da Vinci, Rafael, Miguelangelo, entre tantos outros que resgataram a configuração do ser humano através do pensamento, comportamento e até da imagem corporal. Foi a maior concentração de gênios até hoje vista em uma mesma época. Com a enorme quantidade de informação produzida na Renascença, os séc XVII e XVIII foi preciso colecionar, classificar, compreender e ensinar este conhecimento.
O Racionalismo incisivo que iria alicerçar o Cientificismo seguinte afetou o humanismo. As ciências exatas foram valorizadas ao extremo e a experimentação científica multiplicou a produção de informação. Surgiram a eletricidade, a física nuclear, a embriologia, a fisiologia e a neurologia que desmembrou a pessoa procurando decifrar seu mistério na “desconstrução”. Lavoisier sistematizava a química enquanto Lineu classificava o Reino Animal e Vegetal. Gall mapeava o cérebro para tentar compreender a mente. Assim florescia a ciência.
Os avanços da medicina e as melhores condições de vida urbana permitiam maior sobrevida, entretanto a Revolução Industrial coexistia com os protestos do proletariado estimulados pelos pensamentos iluministas e libertários. Este clima favorece o Romantismo que marcou a primeira metade do séc XIX, e o homem voltou a se interessar para dentro de si. Em 1818, Heinroth cunha a palavra “psico-somática” e desenvolve trabalhos sobre a saúde como um todo e como as emoções podem gerar doenças: na continuidade de sua obra cunha, em 1828, o termo “somato-psíquico”.
O homem europeu, atingido pelas tensões da época, apresentava patologias não classificadas. A progressiva industrialização exigia que as doenças que limitavam a produção fossem combatidas. O cientificismo característico da segunda metade do séc XIX abandona o Romantismo e empurra o humanismo para a filosofia e a literatura. Nas últimas décadas daquele século, em Salpetrére, as concepções e práticas de Jean Martin Charcot (Professor de Freud) contribuem para o surgimento de idéias que marcariam profundamente os séculos XX e XXI, criando um novo humanismo. Freud compreendeu as contradições entre Romantismo e Cientificismo e construiu um novo humanismo, o psicanalítico, que alinhado ao laico e ao religioso iria influenciar irremediavelmente os novos tempos.
Dos gregos aos dias de hoje o humanismo sofreu vários cortes, porém sobreviveu, e hoje a tendência holística é bastante forte em todas as áreas do conhecimento. Creio que humanismo, holismo e psicossomática sejam conceitos atrelados. E hoje existe, ainda, um novo termo aparecendo: Pensamento Sistêmico.
A tendência maniqueísta está de volta, buscando a harmonia interna do indivíduo, a harmonia indivíduo-coletividade, e harmonia indivíduo-natureza. E tudo isso é englobado em uma única palavra: HOLÍSTICA.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Câncer X Exercícios
Exercícios previnem câncer mesmo nos magrinhos, afirma novo estudo.
Japoneses demonstram que exercícios fazem bem a pessoas que estão em forma.
Redução do número de tumores malignos chegou a mais de um quarto em mulheres.
Luis Fernando Correia
Especial para o G1
--------------------------------------------------------------------------------
A relação entre obesidade e um risco aumentado de câncer já está estabelecida. Nesses casos, a atividade física pode funcionar como estratégia de prevenção diminuindo a massa corporal gorda e o risco dos tumores.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN
A dúvida era se o efeito protetor dos exercícios se mantinha nos indivíduos magros. Pesquisadores do governo do Japão realizaram uma pesquisa sobre o impacto dos exercícios sobre o câncer na população japonesa, naturalmente mais magra do que os ocidentais. Durante nove anos, cerca de 80 mil japoneses, que tinham idades entre 45 e 54 anos em 1995, foram acompanhados. Os participantes responderam a questionários sobre sua atividade física.
Os dados recolhidos na pesquisa foram cruzados com os registros nacionais de casos de câncer, para que uma possível relação pudesse ser evidenciada. A quantidade de exercícios está diretamente relacionada à incidência de tumores malignos. A diminuição de risco entre o grupo que mais se exercitava e os menos ativos chegou a 13% nos homens e 27% nas mulheres.
Entre os tumores que tiveram seu risco diminuído estão os de intestino grosso, fígado e pâncreas. Portanto, mesmo que você não esteja acima do peso, não perca tempo e comece logo a se exercitar. A pesquisa japonesa está publicada na edição de agosto da revista médica "American Journal of Epidemiology".
Japoneses demonstram que exercícios fazem bem a pessoas que estão em forma.
Redução do número de tumores malignos chegou a mais de um quarto em mulheres.
Luis Fernando Correia
Especial para o G1
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A relação entre obesidade e um risco aumentado de câncer já está estabelecida. Nesses casos, a atividade física pode funcionar como estratégia de prevenção diminuindo a massa corporal gorda e o risco dos tumores.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN
A dúvida era se o efeito protetor dos exercícios se mantinha nos indivíduos magros. Pesquisadores do governo do Japão realizaram uma pesquisa sobre o impacto dos exercícios sobre o câncer na população japonesa, naturalmente mais magra do que os ocidentais. Durante nove anos, cerca de 80 mil japoneses, que tinham idades entre 45 e 54 anos em 1995, foram acompanhados. Os participantes responderam a questionários sobre sua atividade física.
Os dados recolhidos na pesquisa foram cruzados com os registros nacionais de casos de câncer, para que uma possível relação pudesse ser evidenciada. A quantidade de exercícios está diretamente relacionada à incidência de tumores malignos. A diminuição de risco entre o grupo que mais se exercitava e os menos ativos chegou a 13% nos homens e 27% nas mulheres.
Entre os tumores que tiveram seu risco diminuído estão os de intestino grosso, fígado e pâncreas. Portanto, mesmo que você não esteja acima do peso, não perca tempo e comece logo a se exercitar. A pesquisa japonesa está publicada na edição de agosto da revista médica "American Journal of Epidemiology".
Câncer de Mama X Exercícios Físicos
Exercício reduz risco de câncer de mama
Fonte: British Journal of Cancer, 08/07/1999
Exercícios regulares ao longo da vida reduzem o risco de câncer de mama em mulheres no período pós-menopausa, especialmente se mantiverem peso relativamente estável durante a vida adulta, conforme um estudo publicado, na edição desta semana de British Journal of Cancer.
Vários estudos prévios apontaram relações entre exercícios e redução de risco de câncer de mama em mulheres jovens. Um dos estudos mais proeminentes, conduzido por Leslie Bernstein, Ph.D., e colaboradores da Universidade de Southern California, publicado em 1994, indicava que mulheres com 40 anos, ou mais jovens, que passavam, no mínimo, quatro horas se exercitando a cada semana durante os anos férteis, apresentavam risco reduzido de câncer de mama de mais de 50%.
Em seu artigo mais recente, Bernstein e colaboradores demonstraram que o exercício pode proteger mulheres na pós-menopausa contra a doença. "Basicamente, conduzimos um estudo de controle acessando os efeitos de exercícios vitalícios sobre o risco de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa, entre 55 e 64 anos de idade. Descobrimos que entre aquelas que se exercitaram vigorosamente durante a adolescência e quando adultas por, no mínimo, três horas por semana, o risco de câncer de mama era 45% menor do que aquele relativo a mulheres sedentárias", explica Catherine Carpenter, Ph.D.
É sabido que mulheres que adquirem uma quantidade significativa de massa corpórea quando adultas têm maior risco de câncer de mama. Curiosamente, aquelas com peso relativamente estável, usufruíam dos dramáticos efeitos dos exercícios relativos ao risco de câncer de mama, independentemente de quanto pesassem. Porém, aquelas que haviam engordado muito não apresentavam redução dos riscos para a doença, independentemente do quanto se exercitassem.
Para tirar proveito dos exercícios, é preciso praticá-los por, no mínimo, quatro horas semanais durante 12 anos. Todavia, mulheres sedentárias durante grande parte de suas vidas, que iniciaram os exercícios tardiamente, não apresentaram redução significativa dos riscos.
Fonte: British Journal of Cancer, 08/07/1999
Exercícios regulares ao longo da vida reduzem o risco de câncer de mama em mulheres no período pós-menopausa, especialmente se mantiverem peso relativamente estável durante a vida adulta, conforme um estudo publicado, na edição desta semana de British Journal of Cancer.
Vários estudos prévios apontaram relações entre exercícios e redução de risco de câncer de mama em mulheres jovens. Um dos estudos mais proeminentes, conduzido por Leslie Bernstein, Ph.D., e colaboradores da Universidade de Southern California, publicado em 1994, indicava que mulheres com 40 anos, ou mais jovens, que passavam, no mínimo, quatro horas se exercitando a cada semana durante os anos férteis, apresentavam risco reduzido de câncer de mama de mais de 50%.
Em seu artigo mais recente, Bernstein e colaboradores demonstraram que o exercício pode proteger mulheres na pós-menopausa contra a doença. "Basicamente, conduzimos um estudo de controle acessando os efeitos de exercícios vitalícios sobre o risco de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa, entre 55 e 64 anos de idade. Descobrimos que entre aquelas que se exercitaram vigorosamente durante a adolescência e quando adultas por, no mínimo, três horas por semana, o risco de câncer de mama era 45% menor do que aquele relativo a mulheres sedentárias", explica Catherine Carpenter, Ph.D.
É sabido que mulheres que adquirem uma quantidade significativa de massa corpórea quando adultas têm maior risco de câncer de mama. Curiosamente, aquelas com peso relativamente estável, usufruíam dos dramáticos efeitos dos exercícios relativos ao risco de câncer de mama, independentemente de quanto pesassem. Porém, aquelas que haviam engordado muito não apresentavam redução dos riscos para a doença, independentemente do quanto se exercitassem.
Para tirar proveito dos exercícios, é preciso praticá-los por, no mínimo, quatro horas semanais durante 12 anos. Todavia, mulheres sedentárias durante grande parte de suas vidas, que iniciaram os exercícios tardiamente, não apresentaram redução significativa dos riscos.
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